Resenha (032) - O Caçador de Pipas

terça-feira, 26 de março de 2013

Resenha (032) - O Caçador de Pipas


Título : O caçados de pipas (Hosseini, Khaled).
Gênero: Romance
Editora Nova Fronteira, 365 páginas


Sinopse
"O caçador de pipas é considerado um dos maiores sucessos da literatura mundial dos últimos tempos. Este romance conta a história da amizade de Amir e Hassan, dois meninos quase da mesma idade, que vivem vidas muito diferentes no Afeganistão da década de 1970. Amir é rico e bem-nascido, um pouco covarde, e sempre em busca da aprovação de seu próprio pai. Hassan, que não sabe ler nem escrever, é conhecido por coragem e bondade. Os dois, no entanto, são loucos por histórias antigas de grandes guerreiros, filmes de caubói americanos e pipas. E é justamente durante um campeonato de pipas, no inverno de 1975, que Hassan dá a Amir a chance de ser um grande homem, mas ele não enxerga sua redenção. Após desperdiçar a última chance, Amir vai para os Estados Unidos, fugindo da invasão soviética ao Afeganistão, mas vinte anos depois Hassan e a pipa azul o fazem voltar à sua terra natal para acertar contas com o passado."

Este livro fala de distintas classes do Afeganistão e como elas se comportam na sociedade. Quais são seus deveres e direitos. Ele conta a historia de um hazara, que é uma raça humilde, por isso são tratados como empregados e por outros como animais. São discriminados e oprimidos e por terem uma aparência peculiar, são atribuídos a eles apelidos peculiares e ofensivos. Este hazara chama-se Hassan.

Junto a Hassan foi criado desde pequeno Amir, filho de seu amo que por sua vez é de uma classe mais elevada e mora numa mansão com seus muitos empregados. É ele então que narra esta história.
Apesar de ter seus maravilhosos 12 anos Amir não era uma criança feliz. Ele sempre quis e nunca conseguirá conquistar o respeito de seu pai, sendo sempre diferente das expectativas dele, gostando de ler, desenhar e começará seus próprios contos. Hassan por sua vez de especial só tinha a habilidade de ler as pessoas, já que não sabia ler nem escrever, pois nunca havia frequentado uma escola, na sua raça isso era um desperdício.

Em todos os invernos acontecia um campeonato de pipas no qual o ultimo a vencer deveria ganhar a ultima pipa eliminada e apresentar como troféu. E era isso que Amir estava disposto a fazer para conseguir o amor de seu Baba. Acompanhado de Hassan que era um ótimo apanhador de pipas abatidas, eles seguiram então para a competição. Estavam indo super bem e conseguiram chegar até a final contra uma pipa azul. Já estava quase anoitecendo quando por fim a pipa azul rodopiando no céu se foi ao chão. Hassan foi cumprir seu cargo de buscar a pipa abatida enquanto Amir recolhia sua pipa vencedora e recebia os aplausos e parabéns das pessoas que assistiam sua vitoria.

Logo depois de recolhida e guardada apropriadamente a pipa Amir foi atrás de Hassan e seu prêmio principal tendo a certeza de que com isso conquistaria o amor de seu pai, a pipa azul. Ele procurou em todos os cantos da cidade, por becos e aruelas, ate que chegou em um beco onde seu hazara encontrava-se em desvantagem de 3 garotos. Assef, Kamal e Wali o rendiam no fundo daquele lugar, com suas palavras ofensivas e suas ameaças.

Uns dias antes Hassan havia conseguido defender ele e Amir das ameaças que o trio estava fazendo, porem teria volta. Depois de Assef ter feito uma proposta de trocar a pipa azul por sua liberdade e Hassan ter recusado, Assef com a ajuda de seus amigos fez o que marcaria a vida de Hassan e Amir para sempre, já que este os observava sem saber se reagia ou apenas seguia olhando. Resolveu então não se intrometer e com isso decretou para sempre sua covardia.

Os tempos se passaram e Amir já não conseguia encarar Hassan, pois se culpava de não tê-lo ajudado e isso o remoía por dentro. Em todas as refeições o hazara estava presente, mas não em corpo, já que o encontro entre eles era sempre evitado de alguma maneira. Com o remorso tomando conta, Amir decidiu então tomar alguma providencia. Escondeu o dinheiro que ganhou em seu Barmitza para que pudesse incriminar Hassan, fazendo com que ele fosse embora.

Mesmo sabendo da verdade Ali -pai de Hassan- teve que ir embora junto de seu filho, para total desgosto de Baba. Ainda que tivessem partido isso fazia diminuir o remorso de Amir, pelo contrario, só o fazia aumentar. Alguns anos se passaram e Baba e seu filho tiveram que fugir por uma invasão do Talibã em seu pais. Em uma viagem outros refugiados os acompanharam também. Passaram muito trabalho ate chegar aos E.U.A onde residiriam ate a poeira baixar eles pudessem voltar. Mas antes que isso pudesse acontecer Baba já havia falecido e Amir agora já teria formado uma família com Soraya e não teria mais motivos para retornar.

Mais alguns anos se passaram e um grande amigo de Baba havia lhe ligado pedindo que fosse vê-lo, pois já estava muito velho e doente e não tinha como sair de sua residência. Atendendo seu pedido Amir foi ate seu encontro, já que também se tratava de uma pessoa muito amada por ele também. Descobriu coisas lhe explicou muito sobre seu passado o motivo de Baba proteger tanto Hassan e Ali, por sempre os tratarem como se fossem da família e o motivo de ter lamentado tanto quando foram embora. Rahim Khan fez seu pedido a Amir: que este fosse encontrar em Cabul o filho de Hassan, já que havia voltado para o Afeganistão para cuidar a casa de seu amo e com isso decretado sua própria morte.

Amir foi à procura de Sohrab e o encontrou nas mãos do chefe do Talibã, que para seu pior pesadelo era quem o atormentava na sua infância, Assef. Este fazia da criança um boneco, infligindo sua pureza. Para que Amir pudesse leva-lo para cada com segurança deveria tira-lo de lá, mesmo isto custando sua própria vida. Com muitas dores e ossos quebrados devido à luta que tivera cm Assef, este conseguiu tirar o menino de lá, mesmo que tivesse feito pior parte de sua salvação teria sido a própria criança.

Porem os problemas não acabariam por ai, para tirar um criança do território Afegão mesmo com todos os transtornos e orfanatos lotados não seria fácil. Passaram por muita dificuldade, mas enfim Sohrab chegou ao E.U.A Soraya estava muito feliz com a chegada de seu marido e da nova criança já que havia problemas para gerar seu próprio filho, mas Sohrab havia ficado tão resentido que não conversava com ninguém, andava pela casa como se fosse um fantasma, como se seus rastros pelo chão e ecoassem em algum lugar. Soraya já havia desistido de tentar mudar esta situação quando em uma confraternização Sohrab fitava o céu onde as pipas voavam belas e livres quando Amir tentou fazer com que ele empina-se uma junto com ele.

Depois de tantas tentativas em vão Sohrab, aproximou-se de Amir e o fitava empinar a pipa, quando avistaram no ar outra pipa que declararia uma batalha. Tantos anos sem empinar, poderia sentir como se estivesse voltado á 25 anos atrás quando isso era rotineiro. Usando uma velha tática de guerra que Hassan havia ensinado a ele para cortar a pipa e ganhar. Foi isso que ele fez, arrancando um leve sorriso de Sohrab. Um sorriso tão pequeno mas que acendeu novamente a chance de tentar conquistar aquela criança novamente. E como antigamente Amir foi atrás daquela pipa, mas dessa vez seria diferente.

Indico este livro para as pessoas que se prendem por detalhes e acima de tudo não desistiram de ler logo quando se depararem com o fato que me chocou. Porque tive vontade de parar mas a curiosidade enorme sempre atrai para que se vá ate o fim. E por ter certos detalhes que com certeza irão marcar para sempre sua vida.
E sobre o filme. Recomendo o livro, apesar de que se ver o filme e ler o livro logo após será impossivel não ficar repassando as imagens na cabeça e pensando que faltam coisas. Mas chega de spoiler e apenas leia :p

3 comentários:

  1. Tanto o livro quanto o filme são maravilhosos! Me emocionei em ambos.
    Boa resenha, Francielle! Bjo

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